18 outubro 2011

Nem tudo o que parece é!



Sempre me disseram, que nem tudo o que parece é. Como é que posso explicar isto à minha maneira? Como é que consigo meter aqui em palavras, aquilo que quero dizer? Como é que eu saberei, que quem lê desse lado aí, irá perceber a entoação com que é sentido?



Muitas vezes pode parecer que sou surda, mas o que realmente se passa é que eu faço de conta que não ouvi. Também pode parecer que sou parvinha (proporcional ao meu caparro), quando parece que não entendi o que se passa. Ou até cega, quando finjo que não vejo (imperdoável para quem até usa óculos como eu... de vez em quando). Pode até parecer que sou assim para o burrinha (também proporcional ao meu corpinho danone), quando me faço de desentendida. Ou até que não sinto, quando disfarço a minha mágoa. Que me estou borrifando para o que quer que seja, quando ignoro o que se está a passar. Que sou analfabeta, porque parece que não sei ler, mas até as entrelinhas já as decorei.


Parece não é?! Parecer, parece muita coisa… mas eu sei ler (ou não teria conseguido o grau académico que tenho hoje), não sou parvinha nem burrinha. Sinto e, importo-me! Não sou cega, nem tão pouco surda.


Sou uma cobardolas de primeira apanha, porque antes quero acreditar que tudo o que leio, percebo, entendo, vejo, oiço, sinto, entendo é pura fantasia dos receios que tenho!

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