28 março 2011

Limitar vontades!


Muitas vezes sermos sinceros com alguém e dizermos, o que realmente queremos e o que pensamos fica apenas nisso mesmo... no querer. O pensamento está lá. A vontade também! Mas e transformar isso em palavras?! É complicado... muito complicado! Ou somos nós que complicamos o que é naturalmente descomplicado?! Separar sentimentos, de vontades que nem todos possam compreender ou aceitar é muito complicado e nem sempre traz o que de melhor podia haver numa relação, seja ela de que tipo for.
A vontade de que os outros queiram o mesmo que nós é, por vezes, muito difícil de verbalizar com o medo da negativa. Porém se não o dizemos, não o ouvimos e ficamos mais uma vez no limbo da desilusão, da solidão e de não sermos capazes de ser suficientemente superiores a todas as convenções e limites.
Limitar vontades!
Passamos tanto tempo a fazê-lo, seja por convenções profissionais, sociais, religiosas, amorosas, de amizade, familiares ou outras, que quando queremos arriscar e passar essa linha invisível que criamos, passamos mais tempo a pensar em como fazê-lo do que realmente correr o risco de nos aventurarmos.
Limitamos vontades com medo do risco, porém lamentamos não o ter feito e é sempre mais fácil culpar os outros porque não ouvimos aquilo que realmente queríamos ouvir. Arriscar ouvir um lamentável não deveria ser superior ao medo, porque afinal fomos ousados e expusemos as nossas vontades. E desenganem-se, não é expor as nossas fragilidades mas sim as nossas vontades e essas, sim, não deviam ser limitadas.

1 comentário:

Quem virou o Mundo ao Contrário?! disse...

Amor arrisca!!!! Quem não arrisca não petisca!!! Força, coragem!!!!