22 agosto 2010

Peaceful Days...


A paz que sinto hoje, é diferente da paz que eu um dia sonhei em ter. Há uns tempos atrás, achava que ter paz era fazer o que me dava na real gana, não fazer nada, vegetar todo o dia, não dizer nada a ninguém e que ninguém me dissesse nada... Desde que não me chateassem os cornos, estava-se bem!

Vamos crescendo (mal ou bem) e, à medida que o tempo passa, essa noção de paz vai-se tranformando também. Acaba por ser o resultado daquilo que tiramos das lições de vida que vamos apanhando.
Ter paz, é para mim neste momento, toda a minha vida, o meu trabalho. Encontro paz, no meu trabalho, na esperança, na fé. Tenho paz, porque estou de conciência tranquila, porque tenho a certeza que dou o meu melhor, ou pelo menos que tentei...

Acredito que ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida. É ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.

Encontro a minha paz, porque tenho aprendido com os meus erros... como diz a outra "É fazendo merda, que se aduba a vida!". Digo que não, quando tenho de dizer que não. Tenho coragem de chorar ou de rir, quando tenho realmente vontade de o fazer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências. Ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

A paz que tenho hoje, é fruto de tudo o que tenho vivido e ultrapassado. Fruto da humildade para reconhecer que não sei tudo, que todos os dias aprendo qualquer coisa. Fruto da tranquilidade em aceitar e mudar as minhas próprias imperfeições, da vontade em dividir o pouco que tenho, em melhorar o que posso alcançar, em aceitar o que não pode ser mudado e ter a capacidade para conseguir distinguir uma coisa da outra. É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigo por ela.
A paz que tenho hoje é a certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.


Contudo, sei que para manter esta paz, tenho de usar o silêncio. Usá-lo quando oiço palavras infelizes, quando alguém me enerva, a ofensa me fere, a critica me magoa. Quando oiço uma calúnia, a ignorância me acusa e o orgulho me humilha.

Estou em paz comigo. Não me importo com o que dizem, o que pensam.

Sou, e serei cada vez mais egoísta comigo e, com os outros. Sou, e serei cada vez mais exigente comigo e, com os outros.


Porquê???

Porque é assim que sou... e porque estou em paz!!!

2 comentários:

Anónimo disse...

Eu nao tenho esta paz,nao a tenho pk tenho medo de voltar atras,medo de voltar a magoar ou ser magoado.
Tudo fiz para ter a consciencia tranquila,mas depois de um erro,ja nao ha consciencia!

Tirem-me os pregos disse...

É com os erros que se aprende, caro anónimo. E a consciência, leve ou pesada está lá. Se ainda não a encontraste, hás-de encontrá-la. Se não for hoje, será amanhã ou depois. Procura por ela, que ela anda por aí... Que a encontres e, que faças o melhr uso dela.